História do Vermelhinho da Ponta da Praia
118 anos de Emoção

Santos, em 1898, apesar de todas as dificuldades da época, ganhava destaque no cenário nacional, principalmente na economia, graças ao seu fortíssimo comércio cafeeiro e ao seu Porto que, em razão de uma posição geográfica estratégica, já apresentava uma movimentação de “vapores” na época. Ocorriam embarques e desembarques não só de mercadorias, como de imigrantes que para aqui vinham em busca de rever parentes, de novas conquistas, enfim, de novos mercados, não só nesta cidade como em outras regões do país. O porto santista era, sem sombra de dúvida, uma das grandes portas de entrada de mercadorias e imigrantes no Brasil. Funcionavam Alfândega, Recebedoria de Rendas, Associação Comercial, Hospitais, Cadeia, Fórum, Igrejas e Capelas, Teatro, Estação de Trem, Linha de Bondes (por tração animal), Matadouro, Mercado Munipal, Bancos e Casas Bancárias.

A população girava em torno de 40 mil habitantes e, para atendê-la nos mais diversos serviços e segmentos existiam: 20 médicos, 15 advogados, 12 farmácias, 5 tipografias, 6 escolas públicas estaduais e 4 municipais, colégios particulares, 2 jornais (O Diário de Santos e a Tribuna do Povo). A Cia. City of Santos Ltda. fornecia água, gás e iluminação através de 900 combustores. Era uma cidade em franco desenvolvimento mas muito carente de conforto e lazer.



A Fundação

No esporte, os atletas da época eram jovens de várias camadas sociais e comerciais, sendo alguns do alto comércio cafeeiro local, e se dedicavam quase que exclusivamente ao remo, no único clube existente, o Clube de Regatas Santista.

Por não concordarem com a direção, um grupo de 36 jovens, idealistas, sonhadores, resolveram após várias reuniões preliminares, fundar uma nova agremiação esportiva e social, e às 19h30 de 24 de maio de 1898 à Rua Martin Afonso nº 1, reuniram-se em Assembléia Geral, concretizando seus objetivos . Nasceu assim, o CLUBE INTERNACIONAL DE REGATAS, sob a presidência de João Scott Hayden Barbosa.

Logo foi adquirido um imóvel na Bocaína (hoje Vicente de Carvalho), com algumas construções: um barracão para guarda de barcos; um outro, que servia de oficina de reparos e um chalé para recreação dos sócios. Foram também adquiridas duas canoas (Cecy e Pery), uma guiga de corrida (Iracema), um escaler para passeio de sócios e dois escaleres de corrida (Tapuia e Guaianás). Para melhor funcionamento do clube e acomodação dos sócios, foram adquiridos ainda, aparelhos de ginástica, bolas, mesas, cadeiras austríacas, bandeiras e outros utensílios.

O segundo presidente, Theodorico de Almeida, foi eleito em 1899, com mandato de um ano. Foi alugado o Trapiche Paquetá, em Santos, para a guarda de barcos, até a realização da regata em comemoração ao 1º aniversário do clube.

Em 24 de maio de 1899, comemorando um ano de fundação, foi realizada uma competição de remo, com sessão solene e participação de autoridades e damas da sociedade local. O clube já possuía um enorme prestígio, considerando-se que os sócios fundadores e os mais novos frequentadores faziam parte das mais altas camadas sociais da cidade. Dois meses após, o clube transferiu-se para Santos, alugou o trapiche São Paulo à Rua João Octávio nº 13 e vendeu o terreno e as benfeitorias da Bocaina.



Uma história de glórias e um passado de conquistas

Ao saudar o Clube Internacional de Regatas, não podemos deixar de primeiramente prestar nossa homenagem a todos os antigos dirigentes, associados e esportistas do passado que contribuíram para o engrandecimento do nosso querido clube.

Temos a consciência da responsabilidade de dirigir um clube que pelo número de seu quadro associativo e dependentes, chega ser superior a população de muitas cidades do país, razão pela qual encaramos nossa missão com seriedade, muito amor e também com orgulho.

O Clube Internacional tem uma história de glória e um passado de conquistas que sempre mereceu destaque dentro do cenário desportivo da Cidade, do Estado e do País e seu futuro depende da União de todo o quadro associativo para um trabalho conjunto visando cada vez mais sua grandeza.

A história do Clube Internacional nesses mais de 100 anos de vida demonstra sua pujança, cuja tradição foi construída com muita fé, trabalho, dedicação, doação, obstinação e amor por parte daqueles que pelo clube passaram e vencendo todos os desafios contribuíram para a caminhada triunfante até nossos dias. Juntamente com os demais diretores, com o apoio do Egrégio Conselho Deliberativo e de todo o quadro associativo, estamos conseguindo vencer os obstáculos que surgem em nossa caminhada, dando dessa forma, nossa modesta contribuição nessa verdadeira epopéia que é a história de Clube Internacional de Regatas.




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